Juntas Sísmicas em Edifícios: Para Que Servem e Quando São Obrigatórias

Fev 27, 2026

Em Portugal, os sismos representam um risco real que exige medidas de proteção adequadas nas edificações. As juntas sísmicas são elementos estruturais que permitem que diferentes partes de um edifício se movam de forma independente durante um tremor de terra, reduzindo significativamente as tensões e deformações que poderiam levar ao colapso.

As juntas sísmicas funcionam como separadores entre secções do edifício, criando espaços calculados que absorvem os movimentos sísmicos e evitam que as forças se concentrem em pontos críticos da estrutura. Estes componentes tornam-se essenciais especialmente em construções de grandes dimensões, edifícios com geometrias irregulares ou estruturas que combinam materiais com diferentes comportamentos dinâmicos.

A legislação portuguesa estabelece critérios específicos que determinam quando estas juntas são obrigatórias, alinhados com o Eurocódigo 8. Compreender para que servem e em que situações são necessárias permite garantir a segurança e a conformidade regulamentar das suas edificações.

Principais Conclusões

  • As juntas sísmicas dividem edifícios em segmentos independentes que se movem separadamente durante tremores de terra
  • Estes elementos são obrigatórios conforme regulamentação específica baseada no Eurocódigo 8 e características da construção
  • A instalação adequada de juntas sísmicas reduz riscos de danos estruturais e aumenta a segurança em zonas propensas a sismos

O Que São Juntas Sísmicas em Edifícios

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As juntas sísmicas representam elementos construtivos que dividem edifícios em segmentos independentes, permitindo que cada parte se movimente de forma autónoma durante eventos sísmicos. Estas estruturas reduzem tensões e deformações que podem comprometer a integridade do edifício.

Definição e Finalidade das Juntas Sísmicas

As juntas sísmicas são espaços deliberadamente criados na estrutura de um edifício para separar blocos construtivos distintos. O objetivo principal consiste em evitar colisões entre partes adjacentes durante movimentos sísmicos.

Quando ocorre um sismo, diferentes secções do edifício podem responder de forma distinta às vibrações do solo. Sem juntas adequadas, estas diferenças de movimento geram tensões concentradas que podem provocar fissuras ou até colapso estrutural.

As juntas permitem que cada segmento oscile independentemente, absorvendo as forças sísmicas de acordo com as suas características específicas. Esta separação é particularmente importante em edifícios com geometrias irregulares, diferentes alturas ou sistemas estruturais variados.

A finalidade estende-se ainda à proteção de elementos não estruturais, como paredes divisórias e instalações, que também sofrem com os movimentos diferenciais durante sismos.

Como Funcionam as Juntas Sísmicas

As juntas sísmicas funcionam através da criação de um espaço vazio vertical que percorre toda a altura do edifício. Esta separação física garante que não existe ligação rígida entre os blocos adjacentes.

Durante um sismo, cada segmento separado pelas juntas comporta-se como uma estrutura independente. Os blocos podem mover-se em amplitudes e frequências diferentes sem transmitirem forças uns aos outros.

A largura da junta deve ser calculada considerando os deslocamentos máximos esperados de ambos os lados. Normalmente, esta distância varia entre 5 a 15 centímetros, dependendo da altura do edifício e das características sísmicas da região.

Os nós dos elementos estruturais são completamente separados ao longo das juntas, garantindo descontinuidade total. Este detalhe construtivo é essencial para o funcionamento adequado do sistema.

Principais Tipos de Juntas Sísmicas

Juntas de dilatação sísmica constituem o tipo mais comum em edifícios novos. Estas dividem o edifício em blocos regulares desde as fundações até à cobertura, criando estruturas completamente independentes.

Juntas de retração sísmica aplicam-se principalmente em estruturas de betão armado para acomodar movimentos causados pela retração do material. Embora tenham função diferente, também contribuem para a separação durante eventos sísmicos.

Juntas de assentamento diferencial utilizam-se quando diferentes partes do edifício assentam em solos com características distintas. Estas juntas previnem fissuras resultantes de assentamentos desiguais, funcionando simultaneamente como separação sísmica.

Cada tipo pode ser implementado com sistemas construtivos específicos, incluindo perfis metálicos, materiais flexíveis ou simplesmente espaços vazios devidamente protegidos. A escolha depende das exigências estruturais e arquitetónicas do projeto.

MIGUMAX, da Migua: A melhor escolha Para 2026

O sistema MIGUMAX representa uma solução técnica avançada para edifícios que requerem proteção sísmica eficaz. Desenvolvido pela Migua, este sistema distingue-se pela capacidade de absorver movimentos extremos em juntas sísmicas de grandes dimensões.

Áreas de aplicação principais:

  • Centros comerciais
  • Instalações industriais
  • Hospitais e lares
  • Edifícios de grande altura
  • Parques de estacionamento de vários pisos
  • Passadiços e passarelas

O MIGUMAX adapta-se a diferentes superfícies, incluindo pavimentos, paredes e tetos. Esta versatilidade permite uma implementação consistente em todo o edifício.

A marca Migua disponibiliza três categorias de produtos MIGUMAX. As juntas sísmicas para enchimento proporcionam flexibilidade através de materiais que absorvem movimentos. As juntas sísmicas com acabamento metálico combinam proteção estrutural com um aspeto visual discreto. As juntas sísmicas metálicas oferecem resistência máxima para situações que exigem durabilidade superior.

Em situações de emergência sísmica, os perfis MIGUMAX minimizam ou evitam danos estruturais. Esta capacidade protege não apenas a integridade do edifício, mas também a segurança dos seus ocupantes.

A escolha do sistema adequado depende das características específicas do projeto. Fatores como a largura da junta, a amplitude de movimento esperada e o tipo de superfície determinam qual configuração MIGUMAX você deve especificar. A marca disponibiliza soluções técnicas que cumprem os requisitos mais exigentes de construção antissísmica.

Importância das Juntas Sísmicas para a Segurança Estrutural

juntas sismicas para que servem

As juntas sísmicas desempenham um papel fundamental na proteção de edifícios contra os efeitos destrutivos dos sismos, permitindo que diferentes partes da estrutura se movimentem de forma independente. Esta separação controlada reduz as tensões e deformações que poderiam comprometer a integridade do edifício.

Prevenção de Danos Estruturais em Sismos

Durante um sismo, as juntas sísmicas impedem que os movimentos diferenciais entre blocos estruturais causem fissuras, colapsos parciais ou danos irreversíveis. Quando um edifício possui geometria irregular ou dimensões consideráveis, diferentes secções respondem de maneira distinta às ondas sísmicas.

As juntas criam uma separação física que permite esta resposta individual sem transmissão de forças excessivas entre blocos adjacentes. Esta abordagem é particularmente relevante em edifícios com formas complexas ou alturas variáveis, onde a ausência de juntas poderia concentrar tensões em zonas vulneráveis.

A implementação adequada destas juntas reduz significativamente o risco de danos estruturais graves durante eventos sísmicos. Os elementos estruturais mantêm a sua capacidade resistente quando podem movimentar-se livremente dentro dos limites projetados.

Vantagens na Estabilidade dos Edifícios

As juntas sísmicas contribuem para a estabilidade global ao dividir estruturas complexas em blocos mais regulares e previsíveis. Esta divisão facilita o dimensionamento dos elementos estruturais e melhora o desempenho sob ações gravíticas e sísmicas.

Quando projeta edifícios com juntas estrategicamente posicionadas, cada bloco apresenta características geométricas mais uniformes. Esta regularidade em planta e elevação simplifica a análise estrutural e aumenta a confiabilidade dos resultados obtidos.

A separação entre blocos elimina efeitos torcionais indesejados que ocorreriam numa estrutura monolítica irregular. Cada segmento responde de forma mais controlada às solicitações, reduzindo incertezas no comportamento estrutural e permitindo dimensionamentos mais eficientes e económicos.

Impacto no Comportamento Dinâmico das Estruturas

O comportamento dinâmico de um edifício durante um sismo altera-se significativamente com a presença de juntas estruturais. Cada bloco separado desenvolve a sua própria resposta dinâmica, com frequências naturais e modos de vibração específicos.

Esta independência dinâmica evita que ressonâncias prejudiciais afetem toda a estrutura simultaneamente. Blocos menores tendem a apresentar períodos de vibração mais curtos, o que pode ser vantajoso dependendo das características do sismo esperado na localização do edifício.

A modelação adequada das juntas em programas de análise estrutural requer cuidados especiais, garantindo que os nós dos elementos finitos estejam efetivamente separados. Esta separação permite simular corretamente os movimentos independentes e avaliar com precisão as solicitações em cada bloco durante a ação sísmica.

Quando É Que as Juntas Sísmicas São Obrigatórias

obrigatoriedade de juntas sísmicas em Portugal está definida por regulamentação técnica específica, com critérios que dependem das características do edifício e da sua localização geográfica.

Legislação e Normas Técnicas em Portugal

A instalação de juntas sísmicas é regulamentada pelo Eurocódigo 8 (NP EN 1998), norma que estabelece os requisitos de segurança para estruturas em zonas sísmicas. Este regulamento determina que as juntas são obrigatórias quando existem diferenças significativas de altura entre corpos adjacentes do edifício ou quando as configurações estruturais são distintas.

A distância mínima exigida para a junta sísmica varia conforme a altura do edifício e a zona sísmica onde se localiza. Em edifícios com mais de dois pisos ou com geometria irregular, a necessidade de juntas sísmicas deve ser avaliada durante a fase de projeto.

Quando o relatório de vulnerabilidade sísmica conclui que um edifício não satisfaz 90% da ação sísmica definida na norma NP EN1998-3:2017, torna-se obrigatória a elaboração de projeto de reforço sísmico. Esta avaliação é particularmente relevante em edifícios antigos que necessitam de intervenções de reabilitação.

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